sábado, 5 de abril de 2008

MEU AMOR E PAIXÃO POR ESSES SERES MARAVILHOSOS - OS ORIXÁS








PRECE AOS ORIXÁS















Tudo o que quero!!!...



Ter a longevidade das palavras de Oxalá....


Ser livre como o vento de Iansã....


Ser justo como o machado de Xangô....


Ser forte como a espada de Ogum....


Ser firme como o arco e reto como as flechas de Oxossi....


Ser mágico como as forças de Obaluaê....


Ser infinito como a sabedoria de Nanã....


Ter a doçura das águas de Oxum....


E as forças dos mares de Yemanjá....


Ter a alegria do gargalhas dos Exus....


E a boa esperteza do Malandro Zé Pilintra....


Ser humilde e paciente como meus Preto Velhos....


Carregar a lealdade dos amigos Caboclos....


Ter o equilíbrio dos Marujos....


A fé na reza dos Boiadeiros....


E o amor ao mundo dos amigos Ciganos....


E um dia merecer a doçura de meus Erês.









Oxaguiã (Òrìsa Ògiyán) é um orixá funfun jovem e guerreiro, carrega arco e flecha, pois pode buscar alimentos na florestas. É com Oxaguiã que se encerra o ciclo das festas de Oxalá com a festa do Pilão de Oxaguiã ( ojó odo)- o dia do pilão. É um orixá relacionado com o sustento do dia a dia, gosta de mesa farta.Seu sustento vem do fundo da terra ou da floresta. Ele detém todas as armas as usa para alcançar seus objetivos, que é dar para quem tem fome e até tomar de quem tem muito e não tem fome.. Oxaguiã é o provedor, é o guerreiro da paz. Nunca entra numa batalha para perder, sempre ganha.e Oxaguian "o moço" na sua forma "guerreira" de Oxalá que carrega uma espada, cheio de vigor e nobreza, seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, rei de Ejigbo. Seu maior símbolo .............. pilão; seu dia................................. sexta feira; sua cor ............................... branco,azul claro e o prata; sua comida.......................... inhame pilado.

Osalá, ou Orisalá Oxalá é a criação, o começo do mundo, o princípio de tudo.O criador dos orixás, dos seres humanos, da natureza. Foi ele quem permitiu a todos os orixás escolherem seus domínios e seus filhos quando estes nascem. Oxalá, o mais importante e elevado dos deuses iorubanos. Representa o céu, o princípio de tudo, e foi encarregado de criar o mundo.De sua união com Iemanjá resultou o nascimento da maioria dos orixás. É o pai da brancura, da paz, da união, da fraternidade entre os povos da terra e do universo. É considerado o fim pacífico de todos os seres.Oxalá é orixá que vai determinar o fim da vida, o fim com a certeza do dever cumprido.Nas rodas de Candomblé, Exu inicia e Oxalá termina os Xirês.Faz parte dos orixás denominados funfun, ( brancos).Não gosta nem de sangue, nem de dendê.Oxalá é alheio a toda violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza.É o orixá mais velho.

Yemojà Na África, o orixá que reina nos oceanos é Olokun e, segundo consta, é o pai de Yemonjá. Ela, por sua vez, fixou seu reinado nos lagos (de água doce e salgada), enseadas, quebra-mares e na junção entre rios e mares (pororoca).YEMANJÁ:Ye + omo + eja = mãe dos filhos peixes, ou, Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes).O cristal representa seu poder genitor e sua interioridade (filhos contidos em si mesma). Representa a gestação e a procriação. Em alguns mitos considera-se mulher de Òrányàn (descendente de Oduá e fundador de Oyó) de quem ela concebeu Sàngó (Ancestre dicino da dinastia dos Àlàfin de Òyó).A mãe dos orixás, esposa de Òrìnsànlá. No Brasil é a deusa do mar, da água salgada, enquanto na Nigéria, a deusa de um rio, e orixá dos Egbá, onde existe o rio Yemoja. Também a deusa do encontro das águas do rio e do mar.A mais antiga é Iyá Sagba , que quer dizer, A Mãe que passeia sobre as ondas.

























Ogum é o orixá mais importante da cultura afro-brasileira. Filho de Oduduá e Iemanjá, no Brasil identifica - se como São Jorge (daí a fama de santo guerreiro). Seu ambiente preferido é qualquer lugar ao ar livre. Com muita determinação, vence qualquer combate. Também é o senhor das guerras e protege militares, os combatentes, além de todos os profissionais ligados ao ferro, como serralheiros e metalúrgicos. Os lavradores também recebem a forte proteção de Ogum.Todos os filhos deste orixá são guerreiros e lutam por liberdade e independência. Gostam de se divertir e rejeitam qualquer atividade que os faça ficar parados por muito tempo. São amantes das viagens e paisagens. Às vezes egoístas e briguentos, amam cegamente quando se entregam de verdade.É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos.
























Logunèdé, chamado geralmente apenas de Logun, é o ponto de encontro entre os rios e florestas. Logun representa o encontro de naturezas distintas sem que ambas percam suas características. É filho de Odé Inlé com Osum Yeyeponda, dos quais herdou as características. Assim, tornou-se o amado, doce e respeitado príncipe das matas e dos rios, e tudo que alimenta os homens, como as plantas, peixes e outros animais, sendo considerado então o dono da riqueza e da beleza masculina.É considerado o príncipe dos orixás. Tem a astúcia dos caçadores e a paciência dos pescadores como principais virtudes.Dizem os mitos que sendo Odé e Osum extremamente vaidosos, não puderam viver juntos, pois competiam pelo prestigio e admiração das pessoas e terminaram separando-se. Ficou combinado entre eles que Logunèdé viveria seis meses nas águas dos rios com Osum e seis meses nas matas, com seu pai Odé."Santo menino que o velho respeita.
























Oxoce - É o orixá caçador, que vive nas florestas e nas terras verdes não cultivadas. Está associado à lua e à noite, por ser o melhor momento para a caça. Sua técnica consiste em esperar, pacientemente, a preza aproximar-se para, então, deferir seu tiro certeiro.Na mitologia yorubana, Odé é filho de Yemonjá e irmão de Ogun, que, assim como ele, adora a liberdade. É muito confundido com a caçadora Oxóssi, seu correspondente feminino. Ambos estão relacionados à fartura, prosperidade e à eterna convivência com a natureza.Sua principal ferramenta é o ofá (arco) e a flecha, muito utilizados em sua arte. Acredita-se que esse orixá conhece o segredo do nosso planeta, pois os dois hemisférios (norte e sul), quando separados, assemelham-se ao seu arco.Odé tem como missão trazer caça para todos os povos do mundo. A caça simboliza o alimento necessário para a sobrevivência das espécies e,também, a busca de novos caminhos para o desenvolvimento.Devido à sua principal atividade, Odé permanece muito tempo isolado na mata.
























"Exu é um orixá ou um "ebora" de múltiplos e contraditórios aspectos, o que torna difícil defini-lo de maneira coerente. De caráter irascível, ele gosta de suscitar dissensões e disputas, de provocar acidentes e calamidades públicas e privadas. Entretanto se tratado com consideração, reage favoravelmente, mostrando-se serviçal e prestativo. Se, pelo contrario, as pessoas se esquecerem de lhe oferecer sacrifícios e oferendas, podem esperar todas as catástrofes.Exu revela-se, talvez, desta maneira o mais humano dos Orixás, nem completamente mal, nem completamente bom.O lugar consagrado a Exu entre os iorubas é constituído de um pedaço de pedra porosa, chamada "yangi", ou por um montículo de terra grosseiramente modelado na forma humana, com olhos, nariz e boca assinalados com búzios; ou então ele é representado por uma estátua, enfeitada com fileiras de búzios, tendo em suas mãos pequenas cabaças, contendo pós por ele utilizados em seus trabalhos. Seus cabelos são presos numa longa trança.

Obàluáyê; "Rei dono da Terra" , Omolu "Filho do Senhor", Sapata "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor - o sol - também é conhecido como ( Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Outra corrente os define como: Obàluáyê: Obá - ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida.Sua dança o Opanijé (cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), como um ser doente onde mostra suas feridas, o céu e a terra, sua lenda, em outras danças, dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.Seu "arma" (emblema) é o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais





Xangô -É um dos orixás mais populares no Brasil (não somente no Brasil, mas também nas Antilhas), zela pela justiça e pelo fogo. Xangô é o quarto Alafin de Oió, e viveu em 1450 a.C, destacando-se pela sua valentia e liderança.Também é charmoso, sensual e gosta de fazer tudo com muito prazer. Por isso, teve três esposas: Iansã, Oxum e Oba. Ele é filho de Oranyian, e tem Yamassé como sua mãe. Sentimento de derrota é uma coisa que não existe em sua personalidade. Apesar de ser famoso por sua ação repressiva e autoritária, consegue distinguir entre o bem e o mal.O raio é sua arma, que envia como castigo a quem age de maneira contrária a seus princípios de justiça. Os filhos de Xangô são justos e odeiam a mentira e a falsidade. São muito sociáveis e costumam deixar as pessoas admiradas por sua maneira extrovertida de conversadora. Há quem os odeie por dizerem tudo o que pensam. No amor, não há problemas para conquistar, mas podem ser um pouco infiéis.




Oxum é muito bonita, dengosa e vaidosa, como são geralmente as belas mulheres. Ela gosta de panos vistosos, marrafas de tartaruga e tem, sobretudo, uma grande paixão por jóias. Só uma mulher elegante como Oxum, pode possuir grandes e pesadas jóias. Oxum tem o humor caprichoso e mutável. Alguns dias, suas águas correm aprazíveis e calmas, deslizando com graça, frescas e límpidas por entre margens cobertas de brilhante vegetação. Numerosos vãos permitem atravessar de um lado para outro. Outras vezes, suas águas tumultuadas passam estrondando, cheias de correnteza e torvelinhos, transbordando e inundando campos e florestas. Ninguém poderia atravessar de uma margem à outra, pois Oxum não toleraria tamanha ousadia!

Oxumarê é representado na forma serpente/arco-íris e suas funções não são fáceis de definir, pois são múltiplas.É o Senhor dos opostos/antônimos: bem e mal, dia e noite, positivo e negativo, etc...DAN é o símbolo da continuidade e é representado pela serpente que morde a própria cauda, formando um circuito fechado, um círculo. Círculo é uma forma geométrica que não tem fim. É contínuo.É o orixá da tese e da antítese.Simboliza também a força vital, do movimento, a ação da eterna transformação. É encarregado de produzir e dirigir forças que produzem o movimento.É senhor de tudo que é alongado: o cordão umbilical é um de seus domínios.É ao mesmo tempo macho e fêmea.Esta natureza dupla é definida pelas cores azul e vermelho que permeiam o arco –íris.Sustenta a terra e a impede de desintegrar-se.É a riqueza e a fortuna.Algumas pedras azuis – NANA ou AIGRY, denominam-se DAN MI. (EXCREMENTO DE DAN) e são deixadas por ele no chão.Entre os yorubás, DAN recebe o nome de Oxumarê (o arco-íris).



Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza. Preocupar-se com os sustento das crianças é freqüente entre os povos negros, haja a vista a miséria das cidades africanas e a situação do negro na escravidão e na diáspora. A palavra Igbeji que dizer gêmeos e o orixá Igbeji é o único permanentemente duplo. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coexistem, respeitando o princípio básico da dualidade. Os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas. Entre os deuses africanos, Igbeji é o que indica a contradição,os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstância,tem os dois lados.



































Yewa é a divindade do rio Yewa. Na Bahia é cultuada somente em três casas antigas, devido à complexidade de seu ritual. As gerações mais novas não captaram conhecimentos necessários para a realização do seu ritual, daí se ver, constantemente, alguém dizer que fez uma obrigação para Yewa , quando na realidade o que foi feito é o que se faz normalmente para Osun ou Oya.O desconhecimento começa com as coisas mais simples como a roupa que veste, as armas e insígnias que segura e os cânticos e danças, isso quando não diz que Yewa é a mesma coisa que Osun, Oya e Yemoja.Corre a lenda entre as casas antigas da Bahia que cultuam Yewa, que certa vez indo para o rio lavar roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço veio a galinha e ciscou, com os pés, toda sujeira que se encontrava no local, para cima da roupa lavada, tendo Yewa que tornar a lavar. Enraivecida, amaldiçoou a galinha, dizendo que daquele dia em diante haveria de ficar com os pés espalmados e que nem ela nem seus filhos haveriam de comê-la,

Oyá recebeu, de Olorun, a missão de transformar e renovar a natureza através do vento, que ela sabe manipular. O vento nem sempre é tão forte, mas, algumas vezes, forma-se uma tormenta, que provoca muita destruição e mudanças por onde passa, havendo uma reciclagem natural. Normalmente, Oyá sopra a brisa, que, com sua doçura, espalha a criação, fazendo voar as sementes, que irão germinar na terra e fazer brotar uma nova vida. Além disso, esse vento manso também é responsável pelo processo de evaporação de todas as águas da terra, atuando junto aos rios e mares. Esse fenômeno é vital para a renovação dos recursos naturais, que, ao provocar as chuvas, estarão fertilizando a terra. Apesar de dominar o vento, Oyá originou-se na água, assim como as outras iyabas, que possuem o poder da procriação e da fertilidade. Conhecida no Brasil como Yansã, cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn - nove Oyàs; usado como um dos nomes de Oyà Ìyá omo mésàn, mãe de nove crianças!!







"Obá, era aterceira esposa de Sango, deusa do rio Ibu ou Obá".Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo e lança. Na dança briga com Oxum que a induziu a cortar uma das orelhas . "Obá era muito enérgica e forte, mais que alguns orixás masculinos, vencendo na luta, Oxalá, Xangô e Orunmilá. A rivalidade surgiu entre ela e Oxum. Esta jovem e elegante. Obá mais velha e sem muita vaidade, mas com pretensão ao amor de Xangô. Sabendo o quanto este era guloso, procurava sempre surpreender os segredos da receitas de cozinha utilizada por Oxum, que irritada decidiu-se pregar-lhe uma peça, quando um dia pediu-lhe que viesse assistir a preparação de determinado prato, que, segundo Oxum, Xangô, o esposo comum, adorava. Quando Obá chegou, Oxum, , estava com a cabeça coberta com um pano que lhe escondia as orelhas, e, cozinha uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum mostrou dizendo que havia cortado as próprias orelhas, colocando na sopa, para preparar o prato predileto de Xangô.



Nanã Burukê é sem dúvida muito antiga, cujo culto freqüentemente é ligado ao de Omulu.Suas características são muito diversas, e também não é fácil determinar seu lugar de origem. Orixa dos mistérios é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou o saco de criação a terra, no ponto de contato desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nànà. Senhora de muitos búzios, Nànà sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para os povos jêje, da região do antigo Daomé, significa mãe. Sendo a mais antiga divindades das águas, ela representa a memória ancestral de nosso povo; é a mãe antiga (Ìyá Agbà) por excelência. É a mãe dos orixás Iroko, Obaluayê e Oxumare, é respeitada como mãe de todos os outros orixás. Nànà é o princípio, meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. Ela é a dona do Axé por ser o orixá que dá vida.








































































































































































































































































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